1) Trabalho em grupo (5 pessoas)
2) Temática histórica
3) Webquest de curta duração
4) Delimitar a faixa etária
5) Incentivar a participação de todos os alunos
ETAPAS:
*Introdução
*Tarefa
*Processo
*Fontes/ informação
*Avaliação
*Conclusão
*Créditos
Feedback esperado: Produção teatral, dinamisno, aula diálogada, etc.
Sites interessantes para orientação:
http://webquest.sp.senac.br/
http://www.vivenciapedagógica.com.br/
http://webs.il.uminho.pt/
http://www.webquestbrasil.org/
e o blog do curso.
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Queda do Império e Proclamação da República do Brasil: Um novo olhar historiográfico a partir de 1930
A partir da Proclamação da República em 1889, houve diversas bases explicativas para a queda do Império, assim, as versões se explicavam nas tensões relativas ao Estado e a Igreja, as questões militares e republicanas e a abolição da escravatura, que se antecede em um ano em relação à instauração do regime republicano. Partindo desse pressuposto, o texto visa enfatizar as novas versões que se puseram para a queda do Império a partir da década de 30, se configurando num revisionismo historiográfico apontado por Emília Viotti da Costa em sua obra Da Monarquia à República,logo, o que se discutirá aqui não se baseia num desconstrutivismo historiográfico exacerbado, nem na promoção do significante trabalho da historiadora, mas sim no exercício pleno do ato de fazer história: que compara, estabelece divergências, esmiuça o período histórico e suas fontes, para a partir deste alcançar a objetividade da História em relação a memória que foi construída ao longo do tempo. Em temáticas que envolvem um contexto político exacerbado, uma econômia em transição e uma sociedade em tranformação, toma-se como exemplo a proposta do texto, esse debate é extremamente indispensável para a construção do conhecimento histórico e a consistência da prática reflexiva.
Em 1930 modificaram-se a perspectiva do historiador, devido as tranformações econômicas e sociais ocorridas no mundo e no Brasil nesse período de transição do final do século XIX e na primeira metade do XX. Partindo desse panorama, Emília Viotti discute a queda da Monarquia e o advento da República.
“A partir de 1930, quando se inaugurou um novo período da vida política do país, a história [do Brasil] passou a ser vista de forma inteiramente nova. A crise política de 1929 e a consequênte desorganização da economia cafeeira, suporte do Império e da Primeira República, o processo de industrialização, a urbanização com seu cortejo de influências, a ascensão lenta e progressiva da classe média, a formação do proletariado, os progressos do capitalismo industrial modificaram a perspectiva do historiador.” [VIOTTI, 2008, p. 453]
No olhar tradicional, a questão religiosa tendo em vista a tensão entre Estado e Igreja, é vista como uma das causas do esfacelamento da monarquia devido a influência da religião maçônica do imperador que se choca com a Igreja, quando a instituição ostenta em frear os cultos religiosos que não fossem adeptos do catolicismo. Esse embate do imperador, que desobedece a ordem da instituição religiosa através do beneplácido e das prisões dos bispos, o coloca em “conflito” com a população ocasionando um desgaste em seu governo. No entanto, segundo Viotti as tensões entre Estado e Igreja já vinham ocorrendo desde os tempos da Colônia e que se fosse tão definitiva teria ocasionado a queda da Monarquia num período bem anterior, e ressalta também que a própria Igreja já era dividida, contendo padres e irmãos maçons, adeptos tanto da monarquia quanto do republicanismo.
Nas questões militares com a vitória na Guerra do Paraguai, o exército ganha popularidade, porém não recebe o reconhecimento político que esperava, ocasionando mais um desgaste com o regime imperial. Não obstante, de antemão o exército já vinha entrando em conflito com a monarquia antes da eclosão da Guerra do Paraguai. Assim, não explica fervorosamente a queda do regime. Temos também a questão do republicanismo vigente em 1870, que instituiu o manifesto republicano com o ideal de disseminar o ideário antimonárquico pelo país, porém Viotti elucida que os grupos republicanos eram em parte a minoria -mas a autora não nega sua importância-, dizendo que o partido revolucionário mesmo em menor quantidade, foi capaz de exercer trasformações significativas, mas também não pôde exercer um papel exorbitante no processo aqui discutido.
Por fim, após a abolição da escravatura em 1888, o Império perdeu seus principais aliados: os cafeicultores que dependiam da mão-de-obra escrava para a produtividade de seus cafezais. Viotti aponta que esses fazendeiros respondiam pelos setores menos dinâmicos da sociedade e que em sua minoria não poderam responder pela queda do regime, atém porque o pólo mais dinânimo dos fazendeiros haviam aderido a industrialização.
É sabido que todas as transformações ocasionadas pela industrialização e a consequênte desorganização da economia cafeeira, fez o Brasil mudar sua estrutura rapidamente, e assim como debate Viotti, o Império não soube se articular e preponderar sobre essas questões, nesse caso sim ocasionando seu desgaste em sua estrutura governamental. A abolição da escravatura, por exemplo, veio dar um golpe de morte numa estrutura colonial de produção. A monaqruia não atendia as necessidades do mundo em tranformação, logo, aderir ao novo foi o ato preponderante que se articula com o debate historiográfico que instituiu uma nova formulação para o processo em questão. O historiador Boris Fausto em História do Brasil chega a apontar as tranformações socioeconômicas como origem do novo regime e do advento de novos grupos sociais, mas em seu livro de cunho didático, ainda prevalece a discussão teórica a acerca das temáticas tradicionais apresentadas acima.
COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia à República: momentos decisivos. São Paulo: UNESP, 2007.
FAUSTO, Boris. A Regência (1831-1840): A crise do Segundo Reinado. In:História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2009. pp. 217-235.
Fonte da imagem: http://almanaquenoah.blogspot.com/2008/11/monarquia-e-repblica-nas-caricaturas-de.html
*Valquíria Carvalho =)
Fonte da imagem: http://almanaquenoah.blogspot.com/2008/11/monarquia-e-repblica-nas-caricaturas-de.html
*Valquíria Carvalho =)
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Avanço ou retrocesso? Introdução da modernidade na cidade do Rio de Janeiro no final do século XIX e início do século XX.
Ao analisarmos o contexto da modernização introduzida na cidade do Rio de Janeiro em fins do século XIX e começo do XX, nos colocamos diante de todas as peculiaridades do dia-a-dia das variadas classes sociais que aos poucos foram se transformando devido ao surto moderno; de forma a nos remetermos ao passado e tomarmos consciência de que o processo de modernização foi um decurso no qual nos primeiros anos transformou a cidade do Rio em duas cidades, ao mesmo tempo, pois ao ser estabelecido uma nova ordem, um novo padrão urbanístico, totalmente racional e técnico, se obteve como conseqüência uma mudança significativa na estrutura da sociedade e em sua cultura.
“graças a essa intensificação dos laços neocoloniais e ao prodigioso afluxo de riquezas decorrentes, alguns subiam na escala social e outros, literalmente, subiam expulsos para os morros da cidade” (p.541).
Se torna evidente que essa sociedade a qual obtinham a ascensão social através dos laços mantidos com os países que praticavam certo domínio sobre os mesmos, estava inserida em um processo ao qual eram desejosos de levar o país a um grau de modernização a qualquer custo, desta forma surgia aos poucos uma nova sociedade, a qual ia se sintonizando cada vez mais e com mais intensidade, através da introdução da tecnologia, fica visível compreendermos uma mudança comportamental acelerada nesta sociedade. Nesse período vai haver um surto imigratório jamais visto, tornando as relações frias, e com uma dificuldade muito grande de demonstrar afeto, uma preocupação com o tempo e uma sincronização com o ritmo da nova tecnologia.
Ao passo que vão sendo incorporados vários hábitos e costumes, os quais a partir dessa modernização começaram então fazer parte do cotidiano das pessoas, como a preocupação com hábitos saudáveis, do tipo banhos de mar, banhos de sol, caminhadas, exercícios físicos, higiene pessoal e de ordem sanitária. Como conseqüência dessa nova mentalidade a respeito da saúde, percebemos uma mudança de valores, a idéia de saúde passa ser primordial, seguida do padrão de limpeza e padrão estético da beleza, a partir dessa mudança de valores podemos compreender o porque essa idéia de duas cidades dentro da capital do Rio de janeiro, logo seguindo os padrões de limpeza, beleza e estética encontramos a justificativa para a expurgação da população para os morros.
A avenida central se tornara o cartão postal do Rio, tudo dava um ar de luxo, o intitulado glamour vindo da Europa; de uma hora para outra a antiga cidade simplesmente desapareceu, logo nos remete as políticas aplicadas na questão sanitária, e com essas uma invasão da privacidade, de lares e corpos.
“decreto 1905 determinava que todo o indivíduo recolhido à casa de detenção fosse imediatamente vacinado e revacinado” (p.572).
E como resposta a política sanitária que expulsa a população, que fora uma população totalmente despossuída ,surge um surto o qual foi chamado de Revolta da Vacina.
Por fim torna-se válido ressaltar que essa onda de modernidade a qual poderia ostentar o prestígio e o poder dessas elites emergentes, como por exemplo: o telefone, o automóvel, a obrigatoriedade do cinema ao passo de manter-se esse reconhecimento social, seriam primordiais para manutenção de poder, afinal o cinema Hollywoodiano e mais tarde a televisão eram e atualmente continuam sendo, os grandes agentes da introdução da cultura de massa e do processo de consumo.
“a modernidade, afinal de contas chegava diferente, em proporções imensamente desiguais, mas atingia a todos” (p. 611).
SEVCENKO, Nicolau. A capital irradiante: técnica, ritmos e ritos do Rio In:______. História da vida privada no Brasil vol. 3. (pp. 513-619)
Fonte da imagem: http://www.educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/a-modernizacao-urbana-rio-janeiro.htm
Fonte da imagem 2: http://www.jblog.com.br/media/41/20071228-03011903%20-%20blog%20capa%201.jpg
*Vera Lúcia*
sábado, 18 de setembro de 2010
História e política: o passado é a resposta
...sem ignorar a complexidade do processo histórico, a História é uma disciplina acessível a pessoas com diferentes graus de conhecimento. Mais do que isso, é uma disciplina vital para a formação da cidadania. Não chega a ser cidadão quem não consegue se orientar no mundo em que vive, a partir do conhecimento da vivência das gerações passadas.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2007, p.13.
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